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Cuidados para evitar acidentes domésticos com eletricidade - 23/02/2012

Quando uma corrente elétrica passa pelo corpo humano a pessoa sente o que chamamos de choque elétrico. Esse tipo de acidente com eletricidade pode causar diversos efeitos na vítima, como danos aos tecidos nervosos (que comandam outros sistemas, por exemplo o respiratório, ocasionando uma parada), alterações na frequência cardíaca e no sangue, queimaduras e até a morte.

Em 2008, a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos de Eletricidade, Abracopel, fez uma pesquisa baseada em notícias divulgadas pela imprensa e apontou 218 registros de morte por eletrocussão, 186 incêndios gerados por curto-circuito, 28 acidentes com choque elétrico que não acabaram em óbitos e 61 curtos-circuitos sem acidentes graves.

Para não passar a fazer parte das estatísticas, você precisa tomar alguns cuidados para evitar problemas com eletricidade em sua residência e garantir a sua segurança e da sua família. Veja a seguir algumas dicas:

Tomadas

Evite o uso de benjamins e não ligue vários aparelhos na mesma tomada. Segundo a DME, distribuidora de energia elétrica em Minas Gerais, esses hábitos podem provocar aquecimento nos fios, desperdiçando energia e podendo causar curtos-circuitos.

Sobrecarregar as tomadas é ainda mais grave em ambientes molhados como a cozinha e área de serviço, explica Milena Guirão, gerente de marketing do Programa Casa Segura. “Nestes locais o perigo de sobrecarga é maior porque os eletrodomésticos têm mais potência e causam um efeito no fio de eletricidade semelhante ao entupimento de uma artéria do coração”, explica.

Também nunca ligue diretamente um fio sem a flecha nos plugues da tomada e nunca desligue aparelhos puxando-os pelo fio. Além disso, coloque protetores nas tomadas para prevenir choques em crianças. Na próxima página, aprenda como usar aparelhos eletrônicos e fazer reparos na rede de sua residência sem correr o risco de levar um choque.

Fazendo reparos em casa

Mesmo se for trocar apenas uma lâmpada, desligue disjuntores e a chave geral. Não se esqueça de alertar os moradores para que ninguém religue o fornecimento de energia e nunca mexa com eletricidade quando estiver com as mãos, roupas ou calçados molhados. Ao trocar a lâmpada, não toque na parte metálica.

Não toque em fios sem saber se estão ligados à rede elétrica, muito menos se estiverem desencapados. Quando um fusível queima, não basta substitui-lo, procure identificar a causa e, após solucionar o problema, substitua-o por outro de igual capacidade ou rearme o disjuntor. Nunca coloque arames ou moedas no lugar de fusíveis.

Nunca troque disjuntores por outros de maior capacidade para evitar quedas. Assim como eles, os fios de eletricidade têm espessuras específicas para suportar determinadas cargas elétricas. Quando você aumenta a capacidade do disjuntor, ele começa a liberar mais carga para um fio que vai ficar como uma via congestionada, esquentar e até derreter. “Nesta situação, a probabilidade de incêndio é grande, por isso dizemos que quedas frequentes de disjuntores são um sinal para redimensionar a instalação”, comenta Milena Guirão.

Aparelhos eletrônicos

Siga sempre o manual de instruções de seus aparelhos eletrônicos e aterre os equipamentos de maior potência, como geladeira, forno micro-ondas e ar condicionado. O Ministério do Trabalho explica em sua cartilha para trabalhos domésticos que qualquer defeito no circuito elétrico de eletrodomésticos e eletrônicos pode conduzir corrente para a carcaça, causando choque.

Nunca posicione qualquer aparelho elétrico ao alcance de quem estiver imerso em uma banheira, piscina ou tomando banho. Da mesma forma, mantenha os equipamentos longe de pias, banheiras, superfícies molhadas e locais úmidos. A DME orienta seus consumidores para, caso um aparelho caia dentro d’água, desligá-lo da tomada antes de tentar recuperá-lo. Ao sair de casa verifique se eletrodomésticos estão desligados e nunca coloque facas, garfos ou qualquer objeto de metal dentro de aparelhos elétricos ligados.

A instalação elétrica da residência costuma dar sinais de saturação antes de ocorrem acidentes. O mais comum deles é o morador sentir que tem poucas tomadas disponíveis em casa. “Muitas casas mais antigas não foram projetadas para suportar a quantidade de eletrodomésticos e eletrônicos que nós temos hoje”, comenta Milena Guirão, gerente de marketing do Programa Casa Segura, que tem como objetivo divulgar a importância de manter a instalação elétrica em condições adequadas de segurança.

Ela cita que a vida útil da fiação costuma ser de 20 anos, mas justamente para evitar sobrecarregar tomadas por causa dos avanços tecnológicos, a dica é revisar toda a rede a cada cinco anos.

Luzes piscando quando dois equipamentos, como chuveiro e secador, por exemplo, são ligados ao mesmo tempo é outro sinal de que os sistemas da instalação elétrica não estão bem divididos ou precisam ser segmentados ainda mais. Da mesma forma, quando você leva um pequeno choque ao tocar no registro do chuveiro ou na porta da geladeira é um indicador de que o aterramento da sua casa está com problemas. Milena explica que, assim como os eletrodomésticos possuem um fio verde conhecido como fio terra, as residências devem ter um aterramento que desvia a carga elétrica do corpo da pessoa para o solo mesmo que o fio terra do equipamento elétrico não esteja conectado. O dispositivo residual compõe, junto ao fio terra, o conjunto de segurança de uma casa. Conhecido como DR, ele é um interruptor automático que desliga automaticamente a corrente elétrica em casos de insegurança.

Se você anda sentindo cheiro de fumaça e de cabo derretido, procure ajuda imediatamente, pois este é o sinal mais grave que a rede elétrica pode dar.

Fonte: bbel.uol.com.br

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